Calor pôs Norte com ar quase irrespirável
28 07 10 - 02:25Os distritos do Porto e Aveiro foram os que registaram os níveis mais elevados de poluição atmosférica pelo ozono, ontem, terça-feira, devido às altas temperaturas e má dispersão de partículas. Cenário que se pode manter até amanhã, quinta-feira, quando as temperaturas descerem.
Tosse, dores de cabeça, dores de peito, falta de ar e irritações oculares. Para os habitantes dos concelhos do distrito do Porto e Aveiro que, ontem, terça-feira, sofreram destes sintomas, a causa está mais do que identificada: níveis elevados de ozono, devido às temperaturas elevadas.
Nos concelhos de Albergaria-a-Velha, Estarreja, Murtosa, Valongo, Santo Tirso ou Porto, entre outros, o ar esteve de “cortar à faca”, tendo as estações geridas pelas comissões de coordenação e desenvolvimento regional, que monitorizam a qualidade do ar, apresentado valores acima do “Limiar de Informação da População”.
Ou seja, um indicador estabelecido na legislação em 180 microgramas de ozono por metro cúbico de ar, a partir do qual as autoridades são obrigadas a informar as populações das zonas afectadas – principalmente idosos, crianças, cardíacos ou asmáticos – para que tomem precauções e evitem grandes esforços físicos.
Em Estarreja esse valor atingiu os 255 miligramas pelas 14 horas. Uma hora depois Ermesinde registava 196, tanto como Burgães. E, entre as 14 e as 15 horas, a estação de Sobreiras (Porto) também registou uma das mais elevadas: 195.
Segundo o Instituto de Meteorologia, as altas temperaturas devem-se a uma massa de ar quente oriunda de Leste e Norte de África.
Só a partir de amanhã, quinta-feira, o cenário poderá contar com alterações, devido a ligeiras descidas da temperatura máxima, essencialmente no Litoral Oeste e que se estenderão ao Interior do país.
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